Depois de 15 anos sem título, Atlético de Madri bate o Fulham e leva a Liga Europa

Postado pelo meu amigo Guilherme Fuoco!

A primeira Liga Europa chega ao fim. A antiga Copa da UEFA recebeu na grande decisão o Atlético de Madri e o Fulham, na Nordbank Arena, em Hamburgo.

O primeiro, espanhol, passa por má fase dentro da Espanha e faz tempo que o torcedor não grita “é campeão”. Aliás, esse torcedor do Atlético deve sofrer, porque o rival nada mais é do que o Real Madri. Imagina o quanto que os fãs dos galácticos não pegam no pé dos atleticanos! São 15 anos sem nenhum título. Sabendo da importância, milhares de espanhóis foram para Hamburgo.

Os fanáticos pelo Fulham também têm muito pelo que torcer. O tim e nunca, nunca (nunca!), conquistou um título de expressão. Não me venham dizer que essas merrecas que estão na página do clube na Wikipédia valem, porque não valem nada.

Ou seja: dois sofredores.

E dentro dele, pouco sofrimento. A chuva esfriou os ânimos e dificultou o jogo de ambos. Com 25 minutos, o uruguaio Forlán já tinha tentado duas vezes, mas nada que Mark Schwarzer não pudesse defender. Seis minutos depois, o argentino Aguero bateu errado e a bola foi parar nos pés de quem merecia fazer o gol, e fez: Forlán.

E o Fulham? Nada ainda. Bobby Zamora e Duff recebiam toda hora a bola, mas a zaga montada por Quique Flores estava bem montada e não deixava os dois se mexerem.

Entretanto, futebol é legal, porque nos surpreende e, aos 36 minutos, o Atlético de Madri vacilou e deixou Davies livre para empatar, após desvio de cabeça do brasileiro Paulo Assunção.

Após o gol, o Fulham cont inuou da mesma maneira, fraco e sem força de ataque. Enquanto isso, o Atlético dava pinta de que ia fazer o gol a qualquer momento, ainda mais quando Simão e Reyes resolveram aparecer para o jogo. Só pinta, porque o juizão apitou aos 45 em ponto e o primeiro tempo acabou em um a um.

Na volta do intervalo, tudo mudou. O Fulham foi pra cima e pressionou o clube espanhol. O técnico Roy Hodgson mostrava que tinha dado uma daquelas broncas na rapaziada. Aos 10 minutos, ele tirou Zamora, que estava bem e incomodava muito a zaga adversária, para colocar Dempsey. Na minha opinião, não foi bem. Como ele me tira o cara que faz gol para colocar o cara que dá o último passe? Meio à Ricardo Gomes essa substituição.

Mesmo assim, o Fulham parecia ainda gostar do jogo. Ou o Atlético que diminuiu a intensidade. O cenário mudou e o jovem goleiro atleticano, David de Gea, começou a trabalhar mais.

As alterações deixaram o jogo aberto, mas muito feio. E repleto de faltas. Umas perigosas, outras não. Aos 30, Aguero bateu colocado e Schwarzer foi bem.

Parecia mesmo que ia terminar em pênaltis. Nada mais justo para duas equipes diferentes taticamente, mas que souberam anular os armadores dos adversários e, por causa disso, as chances de gol.

O tempo foi passando e os últimos dez minutos começaram mal. Muitos passes errados, ansiedade e chutes mal feitos para os dois lados.

Quarenta e três minutos. Partida truncada. Mais chutes errados. Impedimentos infantis. O segundo tempo foi jogado apenas nos dez primeiros minutos. Aliás, o jogo ficou apenas no primeiro tempo.

Como já era esperada, a prorrogação.

E, como já estava acontecendo, o jogo continuou ruim. Na etapa inicial, só deu Atlético de Madri. No último minuto do primeiro tempo do extra time, Aguero errou uma oportunidade debaixo do gol!!! O torcedor espanhol, naturalmente sofredor, quase morreu do coração.

O Fulham apareceu para jogar nos quinze minutos finais de bola rolando e viu o Atletico fechar bem a zaga. Mas errou mais passes. Como erram passes esses europeus!!

Com cinco minutos para o fim e com um cheiro gostoso de pênalti, os sulamericanos resolveram tudo.

Aguero cruzou pela esquerda.

Forlán, marcado de perto, abriu a perna (movimento que só deu pra ver direito no replay, porque pareceu que ele colocou o pé).

A bola bateu na parte debaixo da coxa do zagueirão adversário.

E entrou.

Depois de 15 anos, quando conquistou o Campeonato Espanhol da temporada 1995/1996, comandado por Caminero, o torcedor do Atlético de Madri gritou ” é campeão”.

E agora poderá tirar um sarro do grande rival, Real Madri, que este ano nada ganhou e, muito provavelmente, nada ganhará.

Quer ver os gols da partida? Clique em http://todayfoot.com/Football/?p=14251

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One Response to Depois de 15 anos sem título, Atlético de Madri bate o Fulham e leva a Liga Europa

  1. Guilherme disse:

    Valeu pelo espaço, meu amigo!

    A carreira vai longe ainda…..

    hahaha

    abraço!

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